quinta-feira, 26 de junho de 2008

Fumaça fria


encomendado por um bruxo doido

Essa história começa com uma maldição! Teria apenas dois dias para escrever esse conto senão morreria. Seria apenas uma praga? E por que não atender também as encomendas malditas? Então que venha uma personagem maldita: É uma mulher de olhar vago e intenções bondosas chamada Luana. Era o primeiro dia de inverno em São Paulo, num ano em que a estação entrou com garras ávidas e ela sentiu um ar envenenado vindo com o vento. Para livrar seus filhos daquele mal encheu a casa de plantas, entupiu-os de remédio e cerrou definitivamente as janelas. Pensando no natal ela passava seu tempo esculpindo um delicado presépio de biscuit. Quando já quase alcançava um azul celeste magnífico no manto de Maria percebeu que já não havia mais verde, suas plantas se tornaram um amontoado de galhos secos. Lembrou ainda de seus filhos, que já não acordavam há dias.
_ Essa fumaça gelada...
Disse a si mesma num suspiro resignado e deixou finalmente que um raio de sol entrasse.
Com cuidado colocou Nossa Senhora pra secar.


(imagem de David Linch)

3 comentários:

Dá um abraço? disse...

O q comentar?Eis um escritor!Ainda ñ houve momento em q entrei aki e saí decepcionada!De resto...adoro esse blog!Parabéns!
Ps:Anotei seu tel,assim puder te ligo.
Bjãos!!!!

Maria Cláudia S. Lopes disse...

credoooooo celsooooo
imagens chocantes hein fio...hehe
vc viu? ah meu tô de saco cheio desse mundo...julho vou estar prestando vestiba em Udia!!!!
beju, a partir do dia 15 já estarei aqui!!!!!venha

Maria Cláudia S. Lopes disse...

AMIGO, ACHO QUE TO MORRENDO aiaiai
rs
meu deus...