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sábado, 8 de novembro de 2008

Terceiro Ato


encomendado por Maria Cláudia
Há muito desconfiava que me preparam uma armadilha. Desconfio desde o primeiro momento que olhei fundo no lado escuro e pude ver os vultos. Seriam fantasmas ou alucinações? Espíritos inquietos que assistem minha vida e murmuram entre si, compartilhando seu desejo por sangue. É deles que emergirá minha morte, não de meus sete ministros, que agora me chamam a atenção, tentando afastar-me desses pensamentos e distrair-me da estranha realidade que se insinua, numa cena tantas vezes repetida. Eles propõem um brinde e sorriem, mas apesar dos dentes arreganhados seus olhos denunciam o sorriso falso, olhos que não conseguem esconder uma ânsia desesperada. Somente agora posso dar conta de que tudo ao meu redor é verdadeiramente falso, até mesmo esse corpo que não é meu.
Esse é o momento em que a tragédia se concretiza, quando a terrível fatalidade tramada pelo sentimento mesquinho de um desconhecido recai sobre mim. Tudo é controlado para que esses olhos estranhos na escuridão acreditem numa lenda tola, como essa luz que se afunila sobre o cálice reluzente... deveria beber o brinde envenenado e me entregar a essa vida que não escolhi?
Corro para fora desse mundo artificial, enfrento esse espaço obsceno sem medo de atravessar o lado escuro... ignoro a surpresa dessas pessoas que não podem entender minha verdadeira tragédia. Fujo através da cidade para me jogar da primeira ponte que encontrar, assim não me mato sozinho e levo comigo o corpo infame desse ator que me interpreta.

(imagem de Joan Ponç)

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Toni & Berto



encomendado por Fábio

Você está vivendo no lixo... dizia Toni na cara de Berto, que nem se importava. Mas tão-pouco Toni também se importava e apenas repetia aquela frase como o refrão inevitável de uma canção vadia. Toni vestiu-se impecavelmente, mesmo que fosse para visitar aquele buraco podre. E era assim que o próprio Berto se referia à sua casa quando abria sua porta sorridente: bem vindo ao buraco podre. Naquela manhã um sol árido incidia em todo o lixo, restos de vômito e merda de maneira que o fedor ardia nos raios cobertos de moscas gordas. E ainda havia o perfume adocicado de Toni, que coroava o ambiente com o toque supremo de náusea. Berto vomitava mais do que o costume, a ponto de tanto ele quanto Toni se surpreenderem com a incrível capacidade daquele corpo em regurgitar lixo.
Toni o ajudava a se erguer, e mesmo com roupas tão alvas abraçou o amigo.
_ E vim aqui pra passarmos uma manhã agradável...
Dizia sentindo aquela sujeira pegajosa fazendo parte de si. Teve até um sobressalto porque até então nunca permitira que a sujeira de Berto o tocasse. Mais que isso! Naquela hora ela fazia parte de si, sentindo-se unido ao amigo quando recebeu a última golfada do vômito em seu peito. Era quente, intenso e com um cheiro inebriante de vinho barato.
Berto tentava manter-se em pé e sorriu com fraqueza, deixando que Toni o conduzisse à banheira, tirasse sua roupa, abrisse a água quentinha e ferisse vagorasamente sua pele com riscos de faca. Ele não sentia dor, mas sim pureza por esquecer as outras feridas já infestadas de pus seco e desamparo. Toni arriscou vários lugares até finalmente encontrar o ponto ideal na extremidade do pulso esquerdo do amigo. Então delicadamente raspou também o seu e uniu as feridas.
Ambos acharam bonito ver o próprio sangue se emaranhando com o do outro, depois pedaços deles que também se misturavam, até que se deixaram levar por uma alegria boba ralo abaixo.




(imagem de Schiele)

sábado, 17 de maio de 2008

O Senhor do Tempo


encomendado por Dani Scalon
Desde menino os relógios eram um mistério para ele, que passava horas tentando apreender o segredo do tempo observando os ponteiros que aparentemente estavam sempre inertes, mas mudavam de número quando não se estava olhando: o que era o tempo afinal? Por que às vezes tinha a sensação de que ele não existia? Seria o tempo escravo dos relógios?
Foi aí que começou o encantamento.
Cresceu fascinado por aquelas máquinas e começou a destruí-los na esperança de libertar o tempo, nascendo a idéia de que quem controlasse os relógios teria o poder também sobre o tempo. Pouco a pouco foi se familiarizando com os mecanismos, os formatos e até a História dos relógios o fascinava. Sua paixão maior era a delicadeza dos relógios pequenos.
Porém era muito novo ainda quando começou o tremor de suas mãos. Mesmo já dominando todos os detalhes da estrutura agora as peças escapavam-lhe lépidas. Desesperado foi buscar a cura daquele tremor e descobriu que era apenas o começo, estava com uma doença degenerativa que lhe tiraria a vida antes do tempo.
Se antes queria libertar o tempo agora nutria uma forte revolta, sentiu-se traído e empenhou seus conhecimentos para fazer o esboço de um relógio perfeito, que conseguiu desenhar com a ajuda de outras mãos e multiplicar, criando a maior fábrica de relógios de seu reino. Todos os cidadãos tinham um de seus produtos que já carregavam o germe de sua grande vingança: Na mesma noite que morreu, já envelhecido e incapacitado apesar de tão jovem, nem precisou de um último gesto para desencadear a revolução dos relógios.

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Uma donzela

encomendado por Lidia
Ofélia era uma donzela enclausurada não por paredes ou carrascos, mas pela melancolia profunda de sua face. Contraditoriamente sua alma era um oceano de sonhos e alegria pura, embora ninguém acreditasse: todos fugiam desconcertados de sua presença, respondendo àqueles olhos tristes e cansados com o abandono.
Em silêncio ela clamava por efervescência, mas acabara se contentando com a felicidade de observar a alegria alheia. Era assim desde a infância.
Quando a mocidade chegou trazendo suspiros e paixões ela continuou prisioneira de seu semblante, enquanto por dentro Vênus e Baco celebravam orgias maravilhosas. Justamente nessa época ela despertou o amor de um cavaleiro triste, que depois de observá-la como uma musa por meses não teve medo de aproximar. Ele já tanto contagiara outras donzelas com seu pessimismo irremediável que temia cortejar outra que não fosse mais triste que si próprio. E para ele Ofélia parecia superá-lo em angústia, teve certeza disso desde a primeira lamentação que jogou em seu regaço, entendendo seu silêncio como uma frieza quase desumana. Internamente ela gargalhava com aquelas histórias que lhe pareciam tão ingênuas e pueris.
Por fim casaram-se e por vezes choram juntos, ela de riso ele de dor, em lágrimas iguais em proporção de sal e água.

(imagem de Da Vinci)

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Fast Fábula Delivery - Resultado da Promoção!

Bem amigos, é com grande satisfação que anuncio aqui o final da promoção Fast Fábula Delivery, que resultou em textos inesperados e que me ofereceram um desafio bem interessante e válido. Inicialmente essa proposta estava numa brincadeira, ao mesmo tempo que eu testava minha capacidade de escrever sob encomenda. (Editores!!! Tem algum editor lendo isso?) Mas o que esta promoção conseguiu foi me provar a delícia de brincar um pouco com a imaginação alheia, bem como abrir caminho para outros jogos futuros.
Espero continuar contando com o carinho desses leitores tão incríveis que colaboraram...
E para quem pegou o bonde andando o Fast Fábula Delivery foi uma promoção onde os cinco primeiros a comentarem o post poderiam encomendar uma história, agora vocês podem conferir os pedidos no post de agosto "Fast Fábula Delivery", os textos estão espalhados entre agosto e outubro, mas eu os divulgo agora:
1 - Poema de Vento e mar - encomendado por Amadam
2 - A viúva - encomendado por Maria Cláudia (o blog dela está em meus links 'O que escapa')
3 - A Casa de Doces - encomendado por Roger da Porciuncula
4 - Dia e Noite - encomendado por Eversom
5 - A mão decepada - encomendado por Maíra (o blog dela também está aí do lado 'Vida em posts')

Bem, agora tenho que atender a uma encomenda extra feita por meu irmão e que saí um pouco das normas da promoção. Mas para o Daniel é um caso especial.
Quero aproveitar que este post não é um conto para comentar sobre o encontro de ontem. Fui assistir a um bate-papo no corredor literário com a Índigo, Ivana Arruda Leite e Maria José Silveira. Fui porque gostaria muito de conhecer Índigo, cujo blog me serviu de inspiração a incentivo para este. Como bom intrometido sentei para tomar café com elas depois, a Índigo é uma fofa! Espero que tenhamos um contato mais estreito daqui pra frente. Logo depois chegou na mesa o Marçal Aquino e eu lá, no meio de gente grande e simpática...
Deixo aqui meus sinceros agradecimentos ao carinho que recebi.
E vai a dica: conheçam o blog da Índigo, está aí também ao lado: Diário da Odalisca... vou colocar também o link do blog da Ivana, o Doidivana.

Bem... por hora é isso, prometo agora continuar o empenho com os contos, e aguardem que a tal novela das Papoulas Punk está vindo...

será um folhetim interativo? Quem sabe...


(imagem de Bosh hoje)

terça-feira, 9 de outubro de 2007

A mão decepada (final alternativo)

Porém também a mão notara em seu companheiro um comportamento diferente.
Sentia que não mais o acariciava com o calor de outros tempos e suas próprias mãos, com quem tanto se entrelaçara em danças, comunicavam-lhe algum segredo que não compreendia, criando uma expectativa mórbida.
A mão só teve certeza que algum destino cruel a aguardava quando Silvério a colocou na mesma caixa em que viera. Percebia então que faziam uma viajem de carro, e em cada ondulação da estrada sua tensão crescia.
Quão chocada não ficou quando viu Silvério abrir novamente a cova de seu corpo?
Saiu da caixa e agarrou seu tornozelo em súplica: pelo calor tentava que ele entendesse a profundidade e o zelo de seu amor. Silvério também chorava quando a jogou dentro da cova.
Então, presa na escuridão da caixa, ela ouviu um grito profundo e logo o sol da tarde ardeu em sua pele...
As mãos de Silvério o estrangularam e agora a libertavam.
Ainda atônitas as três mãos fecharam a cova com os dois corpos e seguiram mundo afora, em alguns momentos sentindo-se atordoadas por serem não mais que membros rebeldes, mas sempre gozando da alegria intensa de não sofrerem mais a tirania de um corpo.


(encontrei essa imagem sem o nome do autor, vou procurar e informo quando descobrir)

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

A mão decepada


encomendado por Maíra
Começou numa tarde eufórica, quando uma caixa misteriosa bem em frente ao congresso causou pânico geral entre a multidão curiosa e os técnicos da polícia federal, que suspeitavam de uma bomba. Silvério era um agente com coragem sobre-humana e apanhou a temida caixa, cujo interior continha apenas uma mão decepada.
Tão desapontados ficaram todos que nem deram importância a esse achado, com exceção de Silvério, que levou aquela mão consigo.
Viveram dias felizes Silvério e a mão, que se mostrou intensamente amiga, sempre disposta a fazer-lhe carícias, coçar onde não alcançava e até ser a mãozinha que faltava para os serviços domésticos.
Numa tarde de domingo, quando preguiçosamente cochilavam, apareceu uma visita. Era um homem estranho e soturno, que encarou Silvério com muito ódio.
_ Quero minha mão de volta!
O homem partiu sobre Silvério e rolaram pela sala em luta difícil. O agressor era forte e, apesar de uma mão a menos, tinha o alimento da raiva em seu sangue.
A mão subiu até a gaveta da cômoda apanhando a arma de Silvério. Os dois homens estancaram enquanto a mão remexia afoita, tentando decidir a quem deveria mirar. O invasor suplicou mostrando o braço mutilado mas foi inútil: bastou um tiro certeiro para que caísse sem vida.
Silvério encheu-se de felicidade e amor! A mão o escolhera ao seu próprio corpo.
Vieram mais dias de amor intenso até que nuvens negras povoaram a mente de Silvério em forma de pesadelos recorrentes, onde a mão o estrangulava enquanto dormia.
Tornou-se insone naquela angústia, sufocado pelo medo daquele membro que repousava plácido ao seu lado.
Talvez fosse melhor desfazer da mão...

(... termina no próximo post!
imagem de Dali)

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Noite e Dia


encomendado por Eversom
Gosto de estrobo no pão com mortadela, maionese e restos de picles misturados ao sabor de cigarros, cerveja e beijos de tantas bocas que ele mal podia lembrar. Nos olhos a clara alvorada filtrada pelo vidro baço da cozinha. Já era dia e a noitada ainda percorria seu corpo entre odores e sensações que ainda tentava agarrar como um souvenir insólito.
Mas era o momento da renovação necessária.
Com cuidado despiu-se e na água límpida da banheira seu corpo de homem passou pela metamorfose. Pouco a pouco os pedaços dos últimos dias despedaçaram-se e ele se tornou mulher.
Vislumbrou então o oceano que circulava suas pernas enquanto tudo ao seu redor renascia em luz. Finalmente sua alma deixava que o dia resplandecesse: entre o sono e vigília ela era um navio português que explorava o contorno de continentes estranhos em busca de perfume e especiarias.
Foi então que percebeu, em meio ao gesto tolo de apanhar a tesourinha de unha, que seus seios inchavam e contrações sutis aconteciam em seu ventre.
Estava grávida de si mesmo.


(imagem de Frida Khalo)

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

A Casa de Doces


encomendado por Roger da Porciuncula

A Casa de Doces era grande, gorducha e confeitada.
Os olhos de Tito eram tomados de mistério diante daquela beleza alheia, nutrindo a fome nunca satisfeita de provar um dos voluptuosos chocolates da vitrine. Todas as manhãs passava um bom tempo observando, imaginando o que poderia fazer para merecer um pedaço.
De dentro da loja era vigiado por Bibi, a filha dos donos, que alimentava outros desejos e foi mais corajosa, aproximando-se do menino e pedindo que a ajudasse a fugir. Tito retrucou assombrado:
_ Mas você mora na casa de doces...
_ Mas mamãe me obriga a comer pra engordar...ela é uma bruxa que come crianças.
Com receio Tito combinou então que a levaria para sua casa, desde que ela trouxesse consigo uma cesta cheia de doces. Bibi concordou e se encontram num canto escuro da rua logo no fim de tarde. Tito se aproximou sorrateiro e a puxou em disparate por várias quadras. Chegando em frente a uma casa distante ele pediu que ela esperasse um momento, Bibi tinha o coração tão tomado por sentimentos saborosos que demorou a perceber que Tito fugia com os chocolates.
Quando se deu conta Bibi viveu a primeira grande mágoa e com ódio lançou um feitiço: todo o chocolate da cesta transformou-se em pedras.

Tito ainda assim as devorou em lentidão e agonia, ingenuamente confundindo dor com deleite.

terça-feira, 11 de setembro de 2007

A Viúva

encomendado por Maria Cláudia
Helena anda de um lado para o outro com insônia. Já conheço bem essa cena, logo não poderá mais suportar e acabará ligando para alguma amiga, desabafando até os soluços, atacando uma garrafa de vodka e xingando-me até a exaustão!
Tudo por causa de uma culpa inútil que ela insiste em carregar.
Mas nunca a culpei de nada, nem mesmo na hora em que o envenenamento se tornou agonia intensa e ela gemia encobrindo o rosto, talvez arrependendo-se de seu ato ou simplesmente não podendo suportar uma visão tão clara da morte.
Agora, sendo apenas um espectro só me resta aguardar pacientemente os momentos em que ela se acalma, quando posso aproximar devagar de seus ouvidos e sussurrar com a voz que não tenho mais:
_ Helena! Se você pudesse ter compreendido minha fraqueza! O que podia fazer se me ensinaram a amar com dor? Toda a indiferença, as grosserias, traições... cada desilusão que em ti provocava era a vívida materialização daquilo que covardemente eu mantinha sem coragem de compartilhar contigo.
Nunca passei de uma criança egoísta.
Portanto entendo que tenha me matado!
Meu destino agora é guardá-la, velar seu sono, observar os enlevos de sua respiração, a ânsia de suas palavras, a luz que torna sua pele escura e até mesmo seus gemidos quando está nos braços de outro...
Amar-te sempre será meu segredo maior!
(imagem de Magritte)

sexta-feira, 31 de agosto de 2007

Poema de vento e mar

Encomendado por Amadan
Quando finalmente chegou a vez Dela sentiu a ânsia de sua vida desabrochar com o vento e o cheiro de mar. Lembrou de seus sonhos de infância, quando tudo o que queria era ser um avião ou barquinho de papel. Agora, em sua hora de estrela Ela sofria diante da incerteza. Poderia se tornar puta ou santa nas mãos daquele Deus.
Todas as folhas daquela cadernetinha sentiam que Ele era poeta e salivavam no desejo de serem relíquias em algum museu do futuro. Umas se tornavam oráculos por conterem anotações misteriosas, sentindo-se o útero da obra-prima. Outras mais bem-aventuradas exibiam um poema inteiro, carnudo e límpido em seu corpo. O restante vivia a frustração de ser mera lista de compras, rabiscos de contas a pagar ou telefones inúteis.
Mas Ela teve a revelação logo que sentiu o vento e o cheiro do mar.
Afinal poetas não escalam rochedos para escrever banalidades!
E Ele começou vagaroso, mas não derramava palavras, porém carícias de amante através de contornos que se teciam em formas indefinidas. Tamanha era sua lentidão e leveza que se perdeu eterna no gozo de divindade recém-nascida.
Mas o vento súbito arrancou a folha com violência, e enquanto se tornava redemoinho chorou ao sentir-se o aborto do Grande Poema. Até que no último suspiro explodiu na alegria do sonho de infância: pairou vários minutos em vôo indomável, mergulhou em pouso suave e morreu com grandeza de naufrágio.
Quanto ao poeta, sempre dizia aos amigos sobre o melhor poema que escrevera. Covardemente roubado pelo deus dos ventos
.
(imagem de Turner)

domingo, 26 de agosto de 2007

Fast Fábula Delivery


Dali

Um joguinho para inaugurarmos a nova página do Fast Fábula...
Nossa máquina de Fabulações em ritmo de fast-food entrega a história que vocês pedirem...
Os cinco primeiros leitores a comentarem este post poderão encomendar uma história! Basta dizer no comentário que tipo de história gostaria, fornecendo todos os detalhes que achar relevante... sintam-se livres para testar e desafiar este escritor, a sugestão pode ser apenas uma frase como: quero uma história com duzentos gatos persas ou gostaria de uma fábula que retratasse a dura vida de pescadores em dias de tormenta...

(qualquer coisa que instigar vocês)

Não há pudores nem restrições aos temas, enredos ou personagens que vocês pedirem, apenas não vou desenvolver textos pornográficos, porém nada contra textos sensuais ou com uma boa dose de erotismo...
Vamos lá, quem entra no jogo?