
Quando o menino descobriu a concha ficou intrigado com aquele pequeno objeto que carregava o mar inteiro dentro de si. E tanto o trazia junto ao ouvido que em pouco tempo já percebia claramente o canto das baleias, o movimento dos cardumes e até fofocas de sereias. Maravilhado com aquele pequeno grande mundo que cabia entre as mãos resolveu um dia fazer uma experiência: encostou um diapasão vibrando na ponta mais sensível da concha e mal pôde tomar fôlego diante da torrente de água e peixes.
Seu mundo irrompeu num esplendido maremoto.
(imagem de Phil Clarke)





